domingo, 24 de abril de 2011

Bichinho



Artesanato local


Artesanato Oficina de Agosto


Artesanato Oficina de Agosto


Irregularidades


Igreja Nossa Senhora da Penha de Fraça


Local da Intervenção


Interior da casa


Planta com medidas


Medidas da fachada

domingo, 17 de abril de 2011

Hélio Oiticica

Bólide 3 - Caixa 3
  Hélio Oiticica começou, a partir dos anos 60, a definir qual seria o seu papel nas artes plásticas brasileiras e a conceituar uma nova forma de trabalhar, fazendo uso de maneiras que rompiam com a idéia de contemplação estática da tela. Surgiu aí uma proposta da apreciação sensorial mais ampla da obra, através do tato, do olfato, da audição e do paladar. Exemplo disso é o penetrável PN1 e a maquete do Projeto Cães de Caça, composto de cinco penetráveis (1961) e os bólides, que são as estruturas manuseáveis, chamados de B1 Bólide caixa 1 (1963).

Parangolé

  Nesse período (1964) aproximou-se da cultura popular e passou a frequentar a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, tornando-se passista e integrando-se na comunidade do morro. Vem dessa época o uso da palavra "parangolé" que passou a designar as obras que estava trabalhando naquele momento. Os primeiros parangolés se compunham de tenda, estandarte e bandeira e P4, a primeira capa para ser usada sobre o corpo. São obras que causaram polêmicas e ele definia como "antiarte por excelência". Na exposição Opinião 65, no MAM do Rio de Janeiro, foi proibido de desfilar - os passistas da Mangueira vestiam seus parangolés - nas dependências do museu. Hélio realizou a apresentação no jardim, com grande aceitação pública.
  Caetano Veloso usou como cenário a bandeira "Seja marginal seja herói", de Hélio, em show na boate Sucata no Rio de Janeiro. A bandeira foi apreendida e o espetáculo suspenso pela Polícia Federal. Essa aproximação com Oiticica foi de grande importância na definição dos rumos da música brasileira.
  Além da militância artística no Brasil, a carreira internacional de Hélio Oiticica passou a tomar grande parte de seu tempo, com exposições e intervenções em Londres, Nova York e Pamplona, a partir dos fins dos de 60 e início dos anos 70. Em 1972, usou o formato super 8 e realizou o filme Agripina é Roma - Manhattan. O cinema passou a ser uma referência, e em 1973 criou o projeto Quase-cinema, com a obra "Helena inventa Ângela Maria", série de slides que evocam a carreira da cantora Ângela Maria.





Em Inhotim: Cosmococa 5 Hendrix War

  A instalação escolhida em Inhotim mostra como a obra de Hélio Oiticica esta relacionada ao sensorial. Dentro da instalação, há cinco galerias compostas por projeções na parede, colchões no chão, redes, formas geométricas estofadas, piscina, etc sugerindo a apreciação através do tato, olfato, paladar e audição.
  À época em que residiu em Nova York, no início dos anos 1970, Hélio Oiticica trabalhou em parceria com o cineasta Neville D’Almeida na criação de instalações pioneiras chamadas de “quasi-cinemas”. Estas obras transformam projeções de slides em instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais. Os quasi-cinemas representam o ápice do esforço que Oiticica empreendeu ao longo de sua carreira para trazer o espectador para o centro de sua arte e para criar algo que é tanto um evento ou processo quanto um objeto ou produto — um desafio da tradicionalmente passiva relação entre obra e público. Oiticica e D’Almeida criaram cinco quasicinemas que chamaram Blocos-Experiências em Cosmococa. Essas instalações consistem em projeções de slides com trilhas musicais específicas e usam fotos de cocaína — desenhos feitos sobre livros e capas de discos de Jimi Hendrix, John Cage, Marilyn Monroe e Yoko Ono, entre outros. O uso da cocaína, que Oiticica, discute longa e teoricamente em seus textos, aparece tanto como símbolo de resistência ao imperialismo americano quanto referência à contracultura.

Fontes:http://www.inhotim.org.br/arte/texto/de_parede/191/cosmococa_5_hendrix_warhttp://educacao.uol.com.br/biografias/helio-oiticica.jhtmhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAqj0EjlUCoUUTbHdx7sHgDvGgOdSjEYNUmi2c6o8wpx-mdKS16qYxwsL1ab-2DMqUjONTRISJzC5oGTAbgdTnQPpgZ-lLgtAby36rAOPXGCwECOaLQcrVBQGUGO1fWyrBOYtrcZdBcO4/s1600/03WEB_Helio_Oiticica,_Bolide_3_Caixa_3_Africana,_1963.jpg(Imagem 1) https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivvI_4-OFlG2ccqRE5xXZP_pZDCwtq5MM0RZomLTugbUhE_-_Ksm45aDs6NlYp1St-IMITnLEBcjWyaYZluUzk4mPVhMvGsh45n2XFXs_3mAI1Pw6uzAvVP9mdmWHKk5QZscbmeJN7JCds/s320/parangole1964.jpg(Imagem 2) http://xumucuis.files.wordpress.com/2011/03/seja-marginal-seja-heroi.jpg(Imagem 3) http://www.touchofclass.com.br/main/exposicoes/inhotim/Cosmococas.jpg(Imagem 4)


Performance Artística

  Performance artística é um espetáculo apresentado para uma audiência; com ou sem roteiro; aleatória ou cuidadosamente orquestrada; espontânea ou cuidadosamente planejada; com ou sem a participação do público. A performance pode ser ao vivo ou via mídia de comunicação, os artistas podem estar presentes ou ausentes. Pode ser qualquer situação que envolva os quatro elementos básicos: tempo, espaço, o corpo do artista ou sua presença de outra maneira e a relação entre o artista e sua plateia. A performance pode acontecer em qualquer lugar, em qualquer estabelecimento e dentro de qualquer período de tempo. As ações de um indivíduo ou um grupo em um determinado momento constituem o trabalho.

http://en.wikipedia.org/wiki/File:ArtistIsPresent.jpg
  Como exemplo, pode-se citar o trabalho de Marina Abramovic no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (Museam of Modern Art). De 14 de março a 31 de maio de 2010, o museu recebeu a maior exposição de arte de performance de sua história. A performance, nomeada “The Artist is Present”, consistia na artista sentada, imóvel e calada convidando os visitantes a sentarem de frente a ela. 



  Em bichinho, criamos e executamos nossa performance, mas pecamos pela busca de sentido e por inserir momentos que contrastavam com a forma que ela era apresentada. Nesse sentido, o momento em que as pernas são levantadas em cima da laje parece inadequado, assim como a hora em que a moradora entra e sobe pela escada.