terça-feira, 7 de junho de 2011

Intervenção

  Durante semanas ficamos discutindo idéias e conceitos compatíveis com o que a casa representa para os moradores de Bichinho. Foram várias idéias (postadas aqui) e alguns conceitos, dentre eles a discussão sobre o patrimônio e o porque da casa ser considerada "nível 1", mesmo estando abandonada. Pensamos, também, em destacar os elementos da casa que mais nos chamaram a atenção para tentar mostrar a casa de forma não usual, entretanto, diante desse conceito, ficamos com dúvidas acerca da interação. Chegamos, por fim, ao conceito definitivo: a casa é um elemento atemporal de Bichinho e, como tal, presenciou mudanças na cidade e, embora o tempo passasse, continuou intacta. 
  Com o conceito formado, foi fácil pensar a intervenção, entretanto a complexidade dos circuitos na idéia inicial nos obrigou a fazer algumas alterações. Na intervenção usamos LED's dentro de bolinhas de tênis de mesa, penduradas por fios maleáveis nas duas janelas da casa. Essas bolinhas piscavam de acordo com a quantidade de pessoas a frente da casa, sendo a passagem do tempo representada pela arbitrariedade e variação da velocidade no pisco das bolinhas.


















quinta-feira, 19 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

Bichinho



Artesanato local


Artesanato Oficina de Agosto


Artesanato Oficina de Agosto


Irregularidades


Igreja Nossa Senhora da Penha de Fraça


Local da Intervenção


Interior da casa


Planta com medidas


Medidas da fachada

domingo, 17 de abril de 2011

Hélio Oiticica

Bólide 3 - Caixa 3
  Hélio Oiticica começou, a partir dos anos 60, a definir qual seria o seu papel nas artes plásticas brasileiras e a conceituar uma nova forma de trabalhar, fazendo uso de maneiras que rompiam com a idéia de contemplação estática da tela. Surgiu aí uma proposta da apreciação sensorial mais ampla da obra, através do tato, do olfato, da audição e do paladar. Exemplo disso é o penetrável PN1 e a maquete do Projeto Cães de Caça, composto de cinco penetráveis (1961) e os bólides, que são as estruturas manuseáveis, chamados de B1 Bólide caixa 1 (1963).

Parangolé

  Nesse período (1964) aproximou-se da cultura popular e passou a frequentar a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, tornando-se passista e integrando-se na comunidade do morro. Vem dessa época o uso da palavra "parangolé" que passou a designar as obras que estava trabalhando naquele momento. Os primeiros parangolés se compunham de tenda, estandarte e bandeira e P4, a primeira capa para ser usada sobre o corpo. São obras que causaram polêmicas e ele definia como "antiarte por excelência". Na exposição Opinião 65, no MAM do Rio de Janeiro, foi proibido de desfilar - os passistas da Mangueira vestiam seus parangolés - nas dependências do museu. Hélio realizou a apresentação no jardim, com grande aceitação pública.
  Caetano Veloso usou como cenário a bandeira "Seja marginal seja herói", de Hélio, em show na boate Sucata no Rio de Janeiro. A bandeira foi apreendida e o espetáculo suspenso pela Polícia Federal. Essa aproximação com Oiticica foi de grande importância na definição dos rumos da música brasileira.
  Além da militância artística no Brasil, a carreira internacional de Hélio Oiticica passou a tomar grande parte de seu tempo, com exposições e intervenções em Londres, Nova York e Pamplona, a partir dos fins dos de 60 e início dos anos 70. Em 1972, usou o formato super 8 e realizou o filme Agripina é Roma - Manhattan. O cinema passou a ser uma referência, e em 1973 criou o projeto Quase-cinema, com a obra "Helena inventa Ângela Maria", série de slides que evocam a carreira da cantora Ângela Maria.





Em Inhotim: Cosmococa 5 Hendrix War

  A instalação escolhida em Inhotim mostra como a obra de Hélio Oiticica esta relacionada ao sensorial. Dentro da instalação, há cinco galerias compostas por projeções na parede, colchões no chão, redes, formas geométricas estofadas, piscina, etc sugerindo a apreciação através do tato, olfato, paladar e audição.
  À época em que residiu em Nova York, no início dos anos 1970, Hélio Oiticica trabalhou em parceria com o cineasta Neville D’Almeida na criação de instalações pioneiras chamadas de “quasi-cinemas”. Estas obras transformam projeções de slides em instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais. Os quasi-cinemas representam o ápice do esforço que Oiticica empreendeu ao longo de sua carreira para trazer o espectador para o centro de sua arte e para criar algo que é tanto um evento ou processo quanto um objeto ou produto — um desafio da tradicionalmente passiva relação entre obra e público. Oiticica e D’Almeida criaram cinco quasicinemas que chamaram Blocos-Experiências em Cosmococa. Essas instalações consistem em projeções de slides com trilhas musicais específicas e usam fotos de cocaína — desenhos feitos sobre livros e capas de discos de Jimi Hendrix, John Cage, Marilyn Monroe e Yoko Ono, entre outros. O uso da cocaína, que Oiticica, discute longa e teoricamente em seus textos, aparece tanto como símbolo de resistência ao imperialismo americano quanto referência à contracultura.

Fontes:http://www.inhotim.org.br/arte/texto/de_parede/191/cosmococa_5_hendrix_warhttp://educacao.uol.com.br/biografias/helio-oiticica.jhtmhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAqj0EjlUCoUUTbHdx7sHgDvGgOdSjEYNUmi2c6o8wpx-mdKS16qYxwsL1ab-2DMqUjONTRISJzC5oGTAbgdTnQPpgZ-lLgtAby36rAOPXGCwECOaLQcrVBQGUGO1fWyrBOYtrcZdBcO4/s1600/03WEB_Helio_Oiticica,_Bolide_3_Caixa_3_Africana,_1963.jpg(Imagem 1) https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivvI_4-OFlG2ccqRE5xXZP_pZDCwtq5MM0RZomLTugbUhE_-_Ksm45aDs6NlYp1St-IMITnLEBcjWyaYZluUzk4mPVhMvGsh45n2XFXs_3mAI1Pw6uzAvVP9mdmWHKk5QZscbmeJN7JCds/s320/parangole1964.jpg(Imagem 2) http://xumucuis.files.wordpress.com/2011/03/seja-marginal-seja-heroi.jpg(Imagem 3) http://www.touchofclass.com.br/main/exposicoes/inhotim/Cosmococas.jpg(Imagem 4)


Performance Artística

  Performance artística é um espetáculo apresentado para uma audiência; com ou sem roteiro; aleatória ou cuidadosamente orquestrada; espontânea ou cuidadosamente planejada; com ou sem a participação do público. A performance pode ser ao vivo ou via mídia de comunicação, os artistas podem estar presentes ou ausentes. Pode ser qualquer situação que envolva os quatro elementos básicos: tempo, espaço, o corpo do artista ou sua presença de outra maneira e a relação entre o artista e sua plateia. A performance pode acontecer em qualquer lugar, em qualquer estabelecimento e dentro de qualquer período de tempo. As ações de um indivíduo ou um grupo em um determinado momento constituem o trabalho.

http://en.wikipedia.org/wiki/File:ArtistIsPresent.jpg
  Como exemplo, pode-se citar o trabalho de Marina Abramovic no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (Museam of Modern Art). De 14 de março a 31 de maio de 2010, o museu recebeu a maior exposição de arte de performance de sua história. A performance, nomeada “The Artist is Present”, consistia na artista sentada, imóvel e calada convidando os visitantes a sentarem de frente a ela. 



  Em bichinho, criamos e executamos nossa performance, mas pecamos pela busca de sentido e por inserir momentos que contrastavam com a forma que ela era apresentada. Nesse sentido, o momento em que as pernas são levantadas em cima da laje parece inadequado, assim como a hora em que a moradora entra e sobe pela escada.


domingo, 27 de março de 2011

Estratégias de Apropriação do Espaço


Flashmob



  Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.



Parkour

  Parkour é uma arte do deslocamento. É utilizar uma série de habilidades do corpo humano em conjunto para dominar o ambiente em sua totalidade, de forma a conseguir se movimentar passando por obstáculos no seu caminho. Isso se traduz em treinamento de habilidades como escaladas, pulos, equilíbrio, corrida em infinitas possibilidades de combinações utilizando apenas o corpo como ferramenta, e sempre visando a preservação da integridade física em primeiro lugar.


Deriva

  A deriva é um procedimento de estudo psicogeográfico – estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. É sempre interessante construir um mapa do percurso traçado, esse mapa deve acompanhar anotações que irão indicar quais as motivações que construiu determinado traçado. É pensar por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra, quais as condições que nos levaram a descansar na margem esquerda e não na direita... Em fim, pensar que determinadas zonas psíquicas nos conduzem e nos trazem sentimentos agradáveis ou não. 
  Apesar de ser inúmeros os procedimentos de deriva, ela tem um fim único, transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Construir um espaço onde todos serão agentes construtores e a cidade será um total.

Flaneur

  O termo Flâneur vem do substantivo masculino em francês flâneur, que tem o significado básico de "andarilho", "vadio", que por sua vez vem do verbo francês flaner, que significa "a passeio". Charles Baudelaire desenvolveu um significado derivado do flâneur, que é "uma pessoa que caminha pela cidade, a fim de experimentá-la". Flâneur não se limita a alguém cometer o ato físico de passeio, no senso Baudelairiano, mas também pode incluir uma "maneira filosófica e completa de viver e pensar".

  O conceito de flâneur também se tornou significativa na arquitetura e urbanismo paradescrever aqueles que são afetados de forma indireta e involuntariamente por um desenho especial, uma forma inesperada,apenas na experiência da passagem.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Museu de Arte e Casa do Baile - Pampulha

  Após visita ao complexo, ficou mais claro como Oscar Niemeyer executava suas formas curvas. Algumas críticas me fizeram enxergá-lo de outra maneira, um pouco menos contaminada pela influência da mídia e sociedade. Aparentemente, algumas obras do arquiteto pecam pela falta de funcionalidade, assim como acontece no Museu de Arte (foto).






  Inicialmente, o prédio funcionava como um cassino, talvez por isso a grande quantidade de vidros na parte externa. Os cassinos, entretanto, foram interditados e, transformada em galeria de arte, a obra não se mostra tão apropriada, já que o salão principal é muito iluminado e é necessário cobrir uma parte do vidro que compõe a fachada externa para que uma exposição possa acontecer adequadamente. Nesse sentido, a obra de Niemeyer parece pouco funcional.




  A Planta da Casa do Baile (foto abaixo) parece "esconder" a área em que está o apoio (cozinha, banheiros, etc). O exterior da obra possui forma redonda e seu salão principal também, assim temos a impressão de que as paredes do salão principal são, também, as paredes externas da obra.
http://www.vitruvius.com.br/revistas



domingo, 20 de março de 2011

Deborah Arbex por Henrique de Mello - Repostagem

Foto Original

    Após a aula de criticas, percebi que usei muito filtro na primeira foto da Deborah. Voltei, então, para a original e fui pro Photoshop. Cortei a cadeira vazia que fica do lado direito da foto, deixando espaços proporcionais dos três lados (direito, esquerdo e superior). Fiz ajustes no contraste e brilho para deixar a foto menos escura e apliquei filtro para remover alguns pontos pretos, sobretudo da estampa da blusa. Para finalizar, adicionei o efeito de vinheta para tentar "esconder" a cadeira vazia.


Foto Editada